Morbimortalidade por Transtornos Hipertensivos na Gravidez, Parto e Puerpério no Brasil, 2013-2023
Estudo Ecológico
Palavras-chave:
Pré-eclâmpsia, Saúde Materna, Séries TemporaisResumo
Objetivo: Os Transtornos Hipertensivos na Gravidez, Parto e Puerpério (THGP), como pré-eclâmpsia, eclâmpsia, hipertensão gestacional e crônica, são responsáveis por grande parte da morbidade e mortalidade materna no Brasil. Este estudo analisou dados entre 2013 e 2023, utilizando fontes como SIH/SUS, SIM, SINASC e IBGE/DATASUS, com 968.807 hospitalizações e 4.784 óbitos por THGP registrados nesse período. Entre as mulheres hospitalizadas, 64,2% tinham entre 20 e 39 anos, enquanto óbitos por THGP predominaram na faixa de 30 a 49 anos (66,6%). Destaca-se a alta incidência de óbitos por THGP entre adolescentes (92,1% dos óbitos maternos de 10-14 anos) e mulheres acima de 40 anos (68,0% dos óbitos de 40-49 anos). Durante o período do estudo, a taxa nacional de hospitalização por THGP aumentou de 12,91 para 18,77 por 10.000 mulheres em idade reprodutiva. Já a Razão de Mortalidade Materna (RMM) por THGP permaneceu relativamente estável, variando de 11 a 13 por 100.000 nascidos vivos, com a Região Norte apresentando as maiores taxas. Os resultados evidenciam que THGP representam cerca de 50% das mortes maternas, exigindo políticas públicas e vigilância epidemiológica aprimorada.
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