Pandemia e ensino médico: Percepção dos alunos sobre a disciplina de Anatomia Humana remota e presencial

Autores

Palavras-chave:

Cadáver, Anatomia, Bioética, Educação a Distância

Resumo

Introdução: A redução da carga horária da disciplina de anatomia nas faculdades de medicina, impulsionada por aspectos culturais, bioéticos e legislativos, além da pandemia de COVID-19, afetou a prática de dissecção cadavérica, com muitas universidades adotando o ensino remoto. Objetivo: Analisar a percepção dos alunos do curso de medicina da Universidade Federal do Tocantins sobre a qualidade do ensino remoto, híbrido e presencial de anatomia humana. Métodos: Pesquisa descritiva, exploratória e quantitativa, aplicada por um questionário sobre o perfil acadêmico dos entrevistados e o perfil bioético dos alunos. Resultados: Com a resposta de 30 alunos, revelou-se que 84,1% das aulas do ensino remoto foram expositivas, 79,6% utilizaram métodos ativos de aprendizagem. Embora 90% das práticas envolvam cadáveres, 50% dos alunos acreditam que o envolvimento de cadáveres não contribui para a humanização da medicina, 56,9% apontaram dificuldades com a conservação e escassez das peças cadavéricas. Conclusão: A manutenção do estudo integrativo da anatomia humana deve ser restaurada, adaptando-se as novas demandas tecnológicas após o ensino remoto.

Publicado

2025-06-05

Como Citar

Alencar, N. N., Costa Lopes, E., Lobo de Sousa, L., & Ortega Coelho Thomazi, G. (2025). Pandemia e ensino médico: Percepção dos alunos sobre a disciplina de Anatomia Humana remota e presencial . REVISA, 14(2), 1609–1618. Recuperado de https://rdcsa.emnuvens.com.br/revista/article/view/868

Edição

Seção

Artigo Original