Principais Consequências da Automedicação em Idosos

Autores

  • Yara de Almeida Silva
  • Ricardo Fontoura

Palavras-chave:

Automedicação, Idoso, Risco

Resumo

Introdução: Os medicamentos estão entre as intervenções mais
utilizadas pelos idosos com o intuito de aumentar a sobrevida e melhorar
a qualidade de vida. As mudanças determinadas pelo envelhecimento
promovem alterações nas propriedades farmacocinéticas e
farmacodinâmicas dos medicamentos.
Objetivo: Investigar na literatura as principais consequências da
automedicação em idosos.
Métodos: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de
artigos científicos e monografias utilizando‑se endereços eletrônicos.
Resultados: As doenças crônicas acometem mais os idosos, submetendo‑os
ao uso constante de medicamentos. A reação adversa
a um medicamento é uma resposta ao medicamento de forma não
intencional e prejudicial à saúde em doses normalmente usadas pelo
ser humano. A interação medicamentosa ocorre quando há alguma
influência pela ação de outro medicamento. A automedicação coloca
em risco a saúde da população idosa. Essa prática pode acentuar os
riscos que estão relacionados aos medicamentos prescritos, retardar
o diagnóstico adequado e mascarar uma determinada doença.
Conclusão: Os idosos constituem o grupo mais vulnerável para
o uso incorreto de medicamentos, que pode acarretar várias consequências
orgânicas por meio das interações medicamentosas.

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Publicado

2022-06-03

Como Citar

Silva, Y. de A., & Fontoura, R. (2022). Principais Consequências da Automedicação em Idosos. REVISA, 3(1), 75–82. Recuperado de https://rdcsa.emnuvens.com.br/revista/article/view/843

Edição

Seção

Revisão de Literatura