A INTERFERÊNCIA DOS FATORES EMOCIONAIS SOBRE A HIPERTENSÃO ARTERIAL

Autores

  • Cristiane Moraes de Lima
  • Cláudia Cristina Soares Muniz Silva

Palavras-chave:

Hipertensão arterial, Doenças cardiovasculares, Hipertensão, Estresse

Resumo

Avaliou-se a influência de fatores emocionais como o estresse sobre a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) na população em estado de rua do gênero masculino na região Central de São Paulo. O trabalho consistiu em estudo de campo exploratório, transversal e quantitativo com coleta de dados por meio de questionários com perguntas abertas e fechadas nas regiões do Centro de São Paulo, avaliando o perfil sócio demográfico e a presença de FR para HAS, com amostragem aleatória por conglomerado em 96 homens com idade de 20 a 60 anos, realizada nos anos de 2013 a 2017. O projeto foi apresentado e aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa, respeitando a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Os voluntários foram submetidos a uma entrevista semi estruturada por perguntas direcionadas a identificar a interferência dos fatores emocionais na HA. Dentre os 96 homens entrevistados 67 relataram algum valor entre 1 a 10 na escala de Níveis de Estresse Psicológico e 29 não souberam informar, sugerindo que a população do sexo masculino sofre de algum grau de estresse devido suas condições de vulnerabilidade. A Enfermagem tem como uma de suas principais atribuições, a Atenção Primária e a Educação em Saúde, tornando-se coparticipante nas orientações para esta população, visando a promoção e prevenção de agravos a saúde. De acordo com o exposto, há relação entre a HAS e o estresse após nossa análise de dados. O estado de vulnerabilidade que esta população está sujeita, como: situações de perigo, má alimentação, relato de uso do álcool, fumo e drogas ilícitas para enfrentar o frio, a raiva, a rejeição e a sensação de incapacidade, encontram-se em situação de estresse constante. Porém é um tema que precisa ser explorado, estudando formas para as quais essa população seja encorajada a realmente mudar o estilo de vida, evidenciando dignidade e que por meio de programas de reintegração possam voltar a se resgatar, resultando em redução da taxa de mortalidade mundial.

Referências

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Publicado

2018-02-20

Como Citar

Lima, C. M. de, & Silva, C. C. S. M. (2018). A INTERFERÊNCIA DOS FATORES EMOCIONAIS SOBRE A HIPERTENSÃO ARTERIAL. REVISA, 6(1), 17–20. Recuperado de https://rdcsa.emnuvens.com.br/revista/article/view/757

Edição

Seção

Artigo Original