Atuação de um programa de extensão em uma comunidade periférica na região nordeste do Brasil
Palavras-chave:
Saúde e Educação, Enteroparasitos, Fatores de risco, TratamentoResumo
Objetivo: Inquérito coproscópico para reavaliar na população do estudo a frequência de parasitos intestinais identificados numa primeira etapa e investigar mudanças nos fatores de risco, adesão ao tratamento e às ações de prevenção e controle de enteroparasitoses. Método: Realização de exames coproscópicos e aplicação de um formulário estruturado para determinar a prevalência de enteroparasitoses e o perfil socioeconômico e sanitário da população de três microáreas do bairro Mangabeira na cidade de Feira de Santana, Bahia. Resultados: Em 2013 (primeiro período do estudo) a prevalência de enteroparasitos foi de 44,3% com maior frequência para Ascaris lumbricoides (32,3%), Trichuris trichiura (25,8%), Schistosoma mansoni (9,7%) e Giardia intestinalis (9,7%). No segundo período (2016) observou-se aumento da frequência do S. mansoni (19,3%) e G. intestinalis (16,1%), além do diagnóstico de Entamoeba histolytica/dispar (3,2%) não identificadas no inquérito anterior. Não foram observadas alterações das variáveis socioeconômicas e sanitárias na população reavaliada. Atividades educativas foram realizadas levando em consideração o perfil epidemiológico da população. Os portadores positivos foram encaminhados para tratamento, porém as taxas de curas foram baixas. Conclusão: Observou-se a necessidade de intensificação da promoção das ações de educação em saúde de forma continuada, associada à melhoria das condições sanitárias e ambientais da comunidade.
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