Geografia do abandono

vazios da atenção psicossocial e a sobrecarga das emergências

Autores

  • Mirlena Letícia Souza dos Santos
  • Delanne Alves Souza
  • Horácio Pires Medeiros
  • Creusa Barbosa dos Santos Trindade

Palavras-chave:

Intervenção na Crise, Serviços Comunitários de Saúde Mental, Desinstitucionalização, Serviços Médicos de Emergência, Ecossistema Amazônico

Resumo

Objetivo: analisar como a desarticulação entre a expansão formal da rede de atenção psicossocial e a insuficiência de dispositivos territoriais de atenção à crise se relaciona com a sobrecarga dos serviços de urgência e emergência na Região Norte. Métodos: revisão integrativa qualitativa articulada à análise documental, com análise de conteúdo de 23 fontes (2010–2025) de bases científicas, repositórios institucionais e sítios oficiais. Resultados: emergiram quatro categorias: barreiras geográficas e vazios assistenciais, com a menor cobertura de centros de atenção psicossocial do país (0,79 por 100 mil habitantes; 0,49 no Amazonas, onde 58% dos municípios elegíveis não têm unidade habilitada); fragmentação da rede e sobrecarga das urgências, sem retaguarda pós-crise e com porta giratória; expansão desestruturada da rede, com crescimento de 96% dos serviços no Pará entre 2007 e 2010 sem estrutura correspondente; e precarização da força de trabalho. Conclusões: as evidências sugerem que a sobrecarga das urgências, sobretudo no Amazonas e no Pará, se relaciona com a desarticulação entre a expansão da rede e a insuficiência de dispositivos de crise, apontando a necessidade de investimento em infraestrutura, gestão e formação profissional.

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Publicado

2026-10-23

Como Citar

Santos, M. L. S. dos, Souza, D. A., Medeiros, H. P., & Trindade, C. B. dos S. (2026). Geografia do abandono: vazios da atenção psicossocial e a sobrecarga das emergências. REVISA, 15(4), 1–15. Recuperado de https://rdcsa.emnuvens.com.br/revista/article/view/1284

Edição

Seção

Revisão de Literatura