Desafios Para o Diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível de ST em Mulheres na Urgência.
Palavras-chave:
Infarto do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST, MINOCA, Síndrome Coronariana AgudaResumo
Introdução: O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a principal causa de mortalidade cardiovascular no Brasil, com destaque para o IAM sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSST), que representa cerca de 70% das síndromes coronarianas agudas. Em mulheres, a apresentação atípica e o atraso no diagnóstico contribuem para pior prognóstico, sendo a doença subdiagnosticada e subtratada neste grupo. Trata-se de revisão bibliográfica realizada a partir de 16 literaturas científicas, utilizando os descritores "Infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento de ST", "Infarto do miocárdio em mulheres" e "Cardiomiopatias em mulheres", com enfoque nas particularidades do IAMSST no sexo feminino. O IAMSST decorre da oclusão parcial ou intermitente das artérias coronarianas, com fisiopatologia aterosclerótica. As mulheres apresentam maior carga de comorbidades (hipertensão, diabetes, obesidade) e sintomas atípicos como dispneia e fadiga, dificultando o diagnóstico precoce. Fatores como diabetes gestacional, eclâmpsia e sobrecarga emocional elevam o risco. O estrogênio exerce efeito protetor até a menopausa, quando os índices aumentam. O atraso pré-hospitalar (>24h) é mais frequente em mulheres, associado a maior mortalidade em 3 anos. A dificuldade diagnóstica do IAMSST em mulheres no âmbito emergencial demanda maior conscientização profissional e populacional sobre os sintomas atípicos femininos, bem como estratégias que reduzam disparidades de gênero no atendimento, melhorando o prognóstico e reduzindo a mortalidade nesse grupo vulnerável.
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