Herniorrafias no Sistema Único de Saúde: produção hospitalar, tendência temporal e diferenças regionais no Brasil, 2014–2025

Autores

  • Julia Tavares Kirsten Nicola Gadbem
  • , Cleonice Ribas Machado
  • Gustavo Coelho Tafuri Mota
  • Igor Rabelo Silveira
  • Pedro Henrique Silveira Carvalho

Palavras-chave:

Hérnia Inguinal, Herniorrafia, Hospitalização, Sistema Único de Saúde, Epidemiologia

Resumo

Objetivo: Descrever a produção hospitalar por herniorrafias no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2014 e 2025, com análise da tendência temporal, distribuição regional, tipo de procedimento, caráter de atendimento, sexo, faixa etária e repasse financeiro. Métodos: Estudo ecológico, retrospectivo, descritivo e analítico, com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS), obtidos via pacote microdatasus no R. Incluídas internações com procedimentos SIGTAP do grupo 0407040000. A análise de tendência foi realizada por regressão de Prais-Winsten para o período 2014–2024, com exclusão de 2020 e 2021, anos com ruptura estrutural da série associada à pandemia de COVID-19, reportados descritivamente. Valores nominais corrigidos pelo IPCA (base 2024). O ano de 2025, com dados parciais, foi incluído apenas de forma descritiva. Resultados: Registradas 2.739.811 internações em 2014–2024, com 4.437 óbitos. Predomínio masculino (68,3%); razão M:F de 2,02:1 em 2014 e 2,29:1 em 2024. Hernioplastia inguinal/crural unilateral: 46,4% dos procedimentos em 2024. A regressão de Prais-Winsten indicou tendência crescente nas internações absolutas (β = 15.207,6/ano; p < 0,05). A taxa ajustada por 100.000 habitantes não alcançou significância estatística após correção para autocorrelação (β = 6,74; p = 0,057). A taxa de mortalidade hospitalar permaneceu abaixo de 0,17% na maioria dos anos, com pico nos anos pandêmicos. Conclusões: As herniorrafias representaram produção cirúrgica eletiva expressiva no SUS, com crescimento do volume absoluto após a pandemia. As diferenças regionais observadas na produção hospitalar devem ser interpretadas à luz da capacidade instalada, da dependência do SUS e da organização assistencial local, não permitindo inferências diretas sobre acesso individual.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Gadbem, J. T. K. N., Machado, , C. R., Mota, G. C. T., Silveira, I. R., & Carvalho, P. H. S. (2026). Herniorrafias no Sistema Único de Saúde: produção hospitalar, tendência temporal e diferenças regionais no Brasil, 2014–2025. REVISA, 15(2), 191–201. Recuperado de https://rdcsa.emnuvens.com.br/revista/article/view/1239

Edição

Seção

Artigo Original