Terapias biológicas nas doenças inflamatórias intestinais
níveis de evidência e desafios metodológicos
Palavras-chave:
Colite ulcerativa; Doença de Crohn; Doenças inflamatórias intestinais; Medicina baseada em evidências; Terapia biológicaResumo
Introdução: As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa, causam inflamação recorrente e prejuízo funcional. As terapias biológicas ampliaram o manejo clínico, mas a literatura mostra variação metodológica que limita a força das evidências. Objetivo: Avaliar criticamente e discutir o nível de evidência na produção científica atual sobre o uso de terapias biológicas no tratamento da Doença Inflamatória Intestinal (DII), abordando a qualidade metodológica. Metodologia: Estudo observacional, quantitativo, descritivo e analítico. Foram incluídos artigos da base PubMed (2020–2025), avaliados pela metodologia GRADE. Os dados foram extraídos por avaliadores calibrados e analisados no software JAMOVI 2.5. Revisão de Literatura: Foram analisados 140 artigos. A maioria apresentou alto nível de evidência, embora 40% tenham sido de baixa qualidade. Metanálises e estudos observacionais predominaram. Eventos adversos foram relatados em 70% dos trabalhos, mais comuns em estudos de longa duração. Ensaios clínicos relataram randomização em 78% e cegamento em 63%. Conclusão: As terapias biológicas demonstram eficácia no tratamento das DIIs, mas ainda exigem maior rigor metodológico, padronização dos desfechos e acompanhamento prolongado para garantir segurança e efetividade.
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