Desafios e avanços na reconstrução cirúrgica em pacientes com lúpus eritematoso cutâneo
Palavras-chave:
lúpus eritematoso cutâneo, cirurgia reconstrutiva, regeneração tecidual, qualidade de vidaResumo
Objetivo: O lúpus eritematoso cutâneo (LEC) é uma doença autoimune crônica que afeta principalmente a pele, causando lesões inflamatórias e cicatrizes, com impacto estético e psicossocial significativo. Em casos avançados, a cirurgia reconstrutiva pode ser necessária para restaurar função e aparência. O diagnóstico é complexo e o tratamento clínico nem sempre evita sequelas. Avanços cirúrgicos e terapêuticos recentes têm ampliado as opções de manejo dos casos mais graves. Identificar desafios e avanços na cirurgia reconstrutiva em pacientes com lúpus, com base em uma revisão de literatura científica. Foi realizada uma revisão sistemática da literatura seguindo as diretrizes PRISMA, com buscas em bases como PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar, entre 2014 e 2025. Foram incluídos estudos sobre lúpus relacionados à cirurgia reconstrutiva, e selecionados 47 artigos relevantes após critérios específicos de inclusão e exclusão. As técnicas reconstrutivas em pacientes com lúpus cutâneos demonstraram bons resultados na correção de lipoatrofia, lesões extensas e nódulos localizados, com melhora estética e funcional. A transferência de gordura autóloga restaurou o volume facial e favoreceu a regeneração tecidual, devido à presença de células-tronco multipotentes, enquanto o ácido hialurônico também mostrou eficácia. Os procedimentos contribuíram significativamente para a autoestima, imagem corporal e qualidade de vida dos pacientes. A reconstrução cirúrgica em pacientes com LEC exige cautela devido ao risco de reativação da doença e trombose, sendo essencial a estabilização clínica prévia. Técnicas como a gordura autóloga, com propriedades regenerativas, e o ácido hialurônico, quando bem indicados, têm se mostrado eficazes na correção estética com segurança. A melhora da aparência física impacta positivamente na saúde mental, e o manejo ideal exige equipe multidisciplinar e suporte psicológico integrado. A reconstrução cirúrgica no LEC visa não apenas restaurar a função e estética, mas também a autoestima e qualidade de vida, exigindo estabilidade da doença e abordagem multidisciplinar. Avanços em técnicas regenerativas e terapias imunológicas apontam para um futuro promissor e mais seguro nesses procedimentos.
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