A Sífilis na Fronteira do RS

Polos Logísticos como Vetores da Epidemia Emergente

Autores

  • Vitor Lima Nunes
  • Valdir Paz Ribeiro Junior
  • Natália Penalva Panighel
  • Vinícius Gehrke Tonin
  • Marcos Paulo Fernandes Lobato
  • Luisa Mendes Melchuna
  • Ana Louise Holanda do Nascimento

Palavras-chave:

Epidemia, Infraestrutura Logística, Saúde Territorial

Resumo

Objetivo: A ressurgência da sífilis em faixas de fronteira, um paradoxo para uma doença prevenível, aponta para vetores de transmissão que transcendem fatores de risco individuais. Este estudo testa a hipótese de que a infraestrutura logística atua como um determinante geoeconômico primário. Para isso, um estudo eco-epidemiológico em 14 municípios aplicou um protocolo estatístico multifásico que isolou o efeito da função de “Polo Logístico”. Esta emergiu como o único preditor estatisticamente significativo (p=0,019; R²=0,530), sobrepondo-se à vulnerabilidade social e se manifestando no epicentro de Uruguaiana, onde a máxima atividade comercial coincide com a mínima cobertura assistencial (65,3%) e a mais alta taxa de sífilis congênita (21,42/mil). Os achados transferem o nexo etiológico do indivíduo para o território, enquadrando a epidemia como uma externalidade da logística. A crise expõe, assim, o esgotamento de um paradigma de saúde pública, exigindo uma nova abordagem em Saúde Territorial e uma governança adaptada aos fluxos que definem o risco.

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Publicado

2026-02-01

Como Citar

Nunes, V. L., Ribeiro Junior, V. P., Panighel, N. P., Tonin, V. G., Lobato, M. P. F., Melchuna, L. M., & Nascimento, A. L. H. do. (2026). A Sífilis na Fronteira do RS: Polos Logísticos como Vetores da Epidemia Emergente. REVISA, 15(Esp.1), 128–133. Recuperado de https://rdcsa.emnuvens.com.br/revista/article/view/1056